BRASILEIROS QUE AINDA TÊM EMPREGO GASTAM 6 DIAS E MEIO POR ANO PARA CHEGAR AO TRAMPO

Com busões e outros tipos de transporte público, gasto mensal de R$ 209,00
Aqueles que ainda têm emprego neste país de 12 milhões de pessoas no olho da rua perdem em média 6 dias e meio por ano para ir de casa ao trampo. Em média, 63% dos trabalhadores das principais capitais brasileiras demoram cerca de 40 minutos para se deslocar de casa até o trabalho. Se contarmos os 22 dias úteis do mês, são mais de 13 horas em trânsito. Por ano, são 6 dias e meio para chegar ao destino.
Já a distância percorrida para 65% das pessoas não ultrapassa os 20 quilômetros. Por dias úteis são 440 quilômetros, e, por ano,  5.280 quilômetros rodados. O que significa dois dias de viagem entre Florianópolis e Boa Vista.
Os dados fazem parte de pesquisa de mobilidade realizada pela Alelo, empresa do setor de benefícios e cartões pré-pagos, em parceria com o Ibope/Conectaí. O objetivo do levantamento é entender os hábitos de utilização de transporte dos trabalhadores brasileiros para ir e voltar do trabalho, compreender o perfil dos usuários de transporte público e privado, quanto gastam e o que fazem nesse trajeto.

GAÚCHOS ECONOMIZAM TEMPO Já a gauchada de Porto Alegre, por exemplo, cidade na qual os trabalhadores perdem menos tempo no trânsito: a distância percorrida é de até 13,6 quilômetros e o tempo fica em torno de 29 minutos para chegar ao trabalho.
Em Goiânia, as pessoas percorrem até 13,7 quilômetros e o tempo médio de deslocamento é de 31 minutos.
Já em Curitiba, a média de quilômetros é de 13,7 e a distância fica em torno de 33 minutos.
O custo com transporte público ou privado é outra informação relevante do estudo e que está atrelado à distância e tempo. O gasto médio diário com transporte público para ir e vir do trabalho é de R$ 9,50, considerando os 22 dias úteis, a média mensal será de R$ 209.

GRANA ALTA PARA CARIOCAS Os trabalhadores cariocas são os que desembolsam o maior valor para trabalhar, cerca de R$ 10,9 por dia e R$ 240 por mês, enquanto que os de Recife têm o menor gasto, sendo R$ 7,90 por dia e R$ 174 por mês. Já o gasto médio mensal para quem trabalha de carro é de R$ 199, desconsiderando manutenção, desgaste, seguro e estacionamento. Para quem usa moto, são R$ 107 e fretado R$ 116. Quem opta por trabalhar de táxi, o valor fica em torno de R$ 182.

PARÓQUIA METE BRONCA E COBRA REVITALIZAÇÃO DE PASSARELA INDECENTE SOBRE LINHA DA CPTM

Poucos se arriscam a atravessar a passarela do terror
Moradores da região da Paróquia de Santo Antonio da Barra Funda estão à mil com um abaixo-assinado que encaminharão ao prefeito eleito de Sampa, João Dória, solicitando a urgente revitalização de uma imunda, indecente e perigosa passarela que liga a Rua Luigi Greco à Rua Capistrano de Abreu, sobre os trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A passarela, que pode facilitar em muito a vida de quem quer pegar o Metrô pela estação Marechal Deodoro (Linha Vermelha), é muito pouco utilizada, pois tem péssima iluminação, está sempre suja, e, arquitetonicamente, é uma armadilha para que assaltantes e até estupradores possam agir livremente, uma vez que não dá visibilidade aos passantes.
Padre Luiz entrevistado por Jacqueline Brazil da Rede Globo
O abaixo-assinado e o agito que tem sido feito para colher mais e mais assinaturas atraiu, na manhã desta segunda-feira, 24/10, a reportagem do Bom Dia, São Paulo, da Rede Globo. A repórter Jacqueline Brazil, entre outras pessoas – algumas, inclusive, vítimas de violências ao se arriscar a usar a passarela –, ouviu o padre Luiz Claudio de Almeida, da Paróquia de Santo Antonio da Barra Funda, que encabeça o abaixo-assinado.
Moradores querem abaixo-assinado nas mãos de Dória assim que ele assumir
A reportagem, que deve ir ao ar brevemente, apurou com imagens e depoimentos o que está descrito na apresentação do abaixo-assinado, ou seja, que trabalhadores, estudantes e o público em geral preferem gastar com ônibus e táxi, a se arriscar a atravessar de um lado para outro utilizando a passarela do terror.
Padre Luiz: "É uma passarela onde ninguém quer passar"
Padre Luiz mostra texto de abertura do abaixo-assinado à reportagem
Para piorar situação há quem jogue lixo no local e ponha fogo
Moradores mais antigos lamentam não poder utilizar a passarela
Só mesmo com presença da reportagem moradores se animam a subir na passarela
Todo mundo tem uma história para contar à repórter sobre a passaralela
Entrevistada diz que por pouco não foi vítima de estupro na passarela

CAMINHADA FESTEJA NOVO NOME DO MINHOCÃO, QUE ANTES HOMENAGEAVA MILICO DA DITADURA

Após 45 anos, por iniciativa da prefeitura municipal, foi mudado o nome do elevado conhecido como “Minhocão”, a principal via de ligação entre o Leste e o Oeste da metrópole paulistana. Sai o nome que o criador do Minhocão, Paulo Maluf, deu à obra para puxar o saco do governo militar – “General Costa e Silva” –  e entra João Goulart, presidente deposto pela ditadura, em 1964.
Para festejar a mudança e seu significado para os defensores da democracia, um grupo capitaneado pelo jornalista João Franzin, da Agência Sindical, realizou uma caminhada pelo elevado dia 14 de agosto.
Assim como divide opinião de arquitetos e urbanistas sobre sua manutenção ou derrubada, o Minhocão, ou o agora Elevado Presidente João Goulart, é cada vez mais consenso na opinião de quem mora pelas redondezas.  
Não faz muito tempo, NP acompanhou manifestação no elevado, pedindo a liberação do Minhocão para o público também aos sábados.  Sob o lema “Não é só no domingão, queremos no sábado fechar o Minhocão”, o grupo agitou a região num sábado, que era feriado por conta do aniversário de Sampa.
O elevado já era aberto a pedestres nos domingos e feriados e, após a manifestação, passou a ser fechado nos fins de semana a partir das 15 horas de sábado. 

JORNALISTAS SEM RABO PRESO DECIDEM FORMAR COMITÊ PARA ENCARAR ATAQUES À DEMOCRACIA

Reflexão do jornalista Cláudio Abramo cai como luva no momento atual
Na noite de 7 de abril, Dia do Jornalista, o histórico e emblemático auditório Vladimir Herzog foi completamente tomado por um ato público no qual a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo lançou o “Comitê dos Jornalistas Contra o Golpe”, que discutirá propostas e encaminhamentos para reforçar a luta contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e desmontar os ataques à democracia que voltaram a fazer parte da vida política do país.
Uma das primeiras personalidades a se manifestar no ato público, o ex-presidente do sindicato Audálio Dantas lembrou que o auditório Vladimir Herzog já viveu grandes momentos de luta pela democracia e, em especial contra a ditadura militar, esteve sempre lotado, como acontecia naquela noite.
Audálio Dantas: fascistas tentam retomar o poder

“Em nome das lutas dos jornalistas, independentemente de suas filiações partidárias, das lutas de resistência contra o autoritarismo, estou hoje aqui primeiramente em cumprimento de um dever da minha consciência, que é aquele de resistência a movimentos de fascistas, que neste momento tentam voltar ao poder pelo caminho curto do golpe. É contra essa tentativa de destruição das conquistas do povo brasileiro na luta contra a ditadura militar, em nome dessa luta, que estou aqui hoje, pois, como antes, é preciso que nós estejamos conscientes da necessidade de lutar contra aqueles que pretendem ganhar o poder por meio do golpe”, conclamou Audálio Dantas.
Paulo Moreira Leite também falou sobre os perigos que o país está vivendo

O Comité foi resultado direto do Manifesto dos Jornalistas em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais, assinado por cerca de 2 mil profissionais de imprensa. Diretores do sindicato e jornalistas que subscreveram o documento compuseram a mesa de debate, como o presidente do Sindicato, Paulo Zocchi, o secretário geral, André Freire, o ex-presidente Audálio Dantas, o secretário geral da Fenaj, José Augusto Camargo (Guto), o presidente da Associação dos Jornalistas Veteranos, Amadeu Mêmolo, o diretor da Cojira, Flávio Carrança, a presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Vilma Amaro, o jornalista Paulo Moreira Leite, a jornalista Maria Inês Nassif, o professor Laurindo (Lalo) Leal Filho, e o jornalista Altamiro Borges.

COMITÊ REÚNE-SE DIA 12 Na plateia, jornalistas, lideranças sociais e sindicais na luta em defesa da democracia, inclusive o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo. Foi consenso entre os participantes o protagonismo das grandes empresas de comunicação na articulação de um golpe com o objetivo de derrubar o governo legítimo da presidente eleita Dilma Rousseff e a necessidade da categoria em manter sua condição histórica de luta contra o autoritarismo e a censura.

O “Comitê de Jornalistas Contra o Golpe” terá sua primeira reunião na próxima terça-feria (12), às 19 horas, no próprio sindicato. Ele é aberto a todos os jornalistas. Para ajudar a financiar as atividades do comitê foi iniciada no próprio ato uma campanha de arrecadação de fundos que deverá ser permanente.

LADROAGEM NO PREÇO DOS OVOS DE PÁSCOA, 449% MAIS CAROS QUE BARRAS DE CHOCOLATE

COELHINHO DOS OVOS DE OURO
Não bastasse o bangue-bangue jurídico-político que joga no lixo as leis e a Constituição, detonando a economia e mergulhando no desemprego milhões de brasileiros e brasileiras, a ganância da indústria do chocolate mostra que não tem limites nem escrúpulos. Nesta quinta-feira, 24/7, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) disparou levantamento que aponta diferença de 449% no preço dos ovos de Páscoa, em comparação com as barras de chocolate e abusos na publicidade dirigida ao público infantil e perfil nutricional fora dos critérios da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
A análise realizada entre os dias 7 e 18 de março, em São Paulo, com 68 produtos de oito marcas diferentes, selecionou os ovos que possuem algum tipo de prática abusiva e identificou elementos de comunicação presentes. O levantamento constatou que os apelos mais frequentes são os visuais, como embalagens coloridas e o uso de personagens infantis, apesar de serem consideradas ilegais pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e pela Resolução 163/3014 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente).

BRINQUEDOS GOELA ABAIXO “Outra irregularidade acontece quando os ovos vêm acompanhados de verdadeiros brinquedos e não meros brindes. Isso representa venda casada, que  é vedada pelo CDC, já que o presente não pode ser comercializado separadamente”, explica a nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto.
Com relação a qualidade nutricional, a pesquisa destaca que os produtos ultrapassam os limites recomendados pela Opas. O açúcar, por exemplo, é o primeiro item da lista de ingredientes de todos os ovos. Também foram encontrados emulsificantes e aromatizantes. Portanto, não são recomendados como parte de uma alimentação adequada e saudável. “Claramente, os benefícios do cacau não vão ser compensados pela quantidade de açúcar e gordura presentes”, diz Bortoletto.

COELHINHO DOS OVOS DE OURO Por fim, as enormes diferenças de valores entre ovos de Páscoa e as barras reforçam ainda mais o problema. Em média, 100g de chocolate dos ovos custa 449% mais caro do que a mesma quantidade de chocolate em barra. Ou seja, o preço médio da barra é de R$ 7,74, enquanto que o do ovo é de R$ 24,62. Para a nutricionista, “a presença de publicidade infantil e o formato do chocolate faz com que o consumidor pague muito mais caro, por menos produto”.
O Idec espera que a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reverta esse cenário, pois  “a situação se torna ainda mais abusiva por estimular o consumo de produtos que não são recomendados com parte de uma alimentação saudável”,  finaliza Bortoletto.
Nos próximos dias, o Instituto irá divulgar uma lista com as marcas avaliadas e as respostas das empresas sobre os resultados. O material será encaminhado para os Ministérios da Justiça e Saúde, afim de que os órgãos tomem as devidas providências.

ESPREME QUE SAI SANGUE:ESTUDANTES AVALIAM IMPORTÂNCIA DO FOTOJORNALISMO PARA O NP

O jornal Notícias Populares, a quem o humilde escriba Antonio Marcos Soldera (fotos) homenageia com o blog do mesmo nome, bateu as botas em 2001, melancolicamente encartado numa edição do Agora, que, na cabeça dos sabichões da empresa Folha da Manhã, seria (mas nunca foi) o sucessor do jornal mais popular do Brasil em todos os tempos, o nosso saudoso NP.
O NP morreu para as bancas em 2001, mas continuou vivo na memória de uma vasta camada da população e na mente de quem se interessa pelo estudo de jornalismo popular. Neste blog mesmo, o internauta poderá encontrar estudos, entrevistas e até uma campanha publicitária com foco no Notícias Populares. 
Recentemente, o escriba criador deste blog foi um dos entrevistados em trabalho acadêmico de estudantes de Jornalismo da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, no famoso ABC Paulista, sobre fotojornalismo e o Notícias Populares. O estudo dos meninos, que erroneamente qualificam no vídeo o escriba deste blog como também "editor", está sintetizado virtualmente na página "Espreme que sai Sangue", que você pode apreciar por aqui. Vá lá e confira, acessando o vídeo "Versão Completa".

Paraense fez um verdadeiro hino para São Paulo

MÚSICA DE BILLY BLANCO DEFINIU
COMO NINGUÉM A ANIVERSARIANTE
O cantor e compositor Billy Blanco, que morreu aos 87 anos em julho em 2011, fez uma música que definiu como ninguém nossa querida Sampa, que está completando 462 anos de idade.
Natural de Belém do Pará, Billy estudou arquitetura em São Paulo, em 1946, mas já veio para cá como compositor. Depois se mudou para o Rio, onde a carreira ganhou novo impulso, com parcerias com Tom Jobim, João Gilberto e outros monstros sagrados da nossa MPB.
Em sua curta permanência por aqui fez a Sinfonia Paulistana, onde a música "Amanhecendo" se tornou uma das mais lindas homenagens que essa nossa tresloucada Sampa já recebeu.
Ouça Billy contando (e cantando) como nasceu o refrão da música popularizada pelo Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan, na clássica informação das horas: "Vambora, Vambora, Tá na hora, Vambora, Vambora..."

De saco cheio com os patrões comerciários vestem-se de Papai Noel e vão à rua protestar

De saco cheio mas com bolsos vazios comerciários protestam na 25 de Março
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo realizaram nesta sexta-feira, 4/12, uma passeata na Rua 25 de Março, o famoso templo do comércio popular em Sampa. Trajados com roupas de Papai Noel os militantes levavam nas costas o ‘saco cheio’ dos trabalhadores comerciários, não de presentes, mas sim do desprezo pelos patrões nas propostas da campanha salarial, do emperramento das convenções coletivas, além do desemprego, da informalidade, do excesso de jornada de trabalho e, claro, do bolso cada vez mais vazio.
A data-base dos comerciários é em setembro e, pela primeira vez, a categoria está há três meses tentando negociar com os lojistas. Esta manifestação também é para esfregar na cara dos patrões que o comerciário, que move esse País, deve ter seus direitos garantidos. Por mais grave que seja a crise, o consumo e a venda têm um significado importante.
DESEMPREGO SÓ AUMENTA São 500 mil comerciários na cidade de São Paulo. De janeiro a outubro foram realizadas no Sindicato dos Comerciários 150 mil homologações, o que equivale a praticamente o mesmo número no mesmo período do ano passado, mas a diferença é que este ano os postos de trabalho foram fechados aumentando cada vez mais o desemprego no comércio.
Para a UGT, o momento já é caótico na política e principalmente na economia. A UGT, segundo nota distribuída à imprensa, é a central que tem mais comerciários na base e está sentindo a perda desses empregos no comércio.
“Estamos otimistas com a sensibilidade do setor patronal e que o povo brasileiro vá superar a crise no trabalho e emprego. Que o ‘saco’ se transforme em presentes de esperança e sonhos”, afirma Ricardo Patah, presidente nacional da UGT.